• Fundação 08/12/1940
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  • Tocar, bater, vibrar;
Batuk.

     

    Que faz lembrar África dos nossos ancestrais


    E a pureza dos cânticos à vida, onde tudo é ritmo.


    N'aldeia, em volta da fogueira,


    Alegria e dança; celebração!


    A etnia é guerreira, tem o dom da comunicação.


    Assim quiseram os deuses.


    Pois minh'alma é força, é parte natureza.

     

    Transforma o corpo em orquestra, instrumento,

    Cura. Fala de Saudade. Alerta.


    Baila no rito do mascarado a iniciação,


    Enfeita as cabeças, espalha felicidade.


    Faz kizomba, enaltece os valores da amizade.

     

    Gira no ritual que espalha axé,


    Mistura negro, branco e índio.


    Canta forte, pois tem fé,


    Bate palma, pois tem fé,


    Reza, é sagrado, é sinal de fé.

     

    Eleva o canto aos céus e pede,


    Clama o fim das injustiças, quer ser livre.


    Coroa a liberdade em forma de prece,


    Ao bondoso Deus e ao divino espírito santo.

     

    Faz-se essência da cultura popular.


    Dos reis, crioulas, marujeiros e brincantes,


    Rodopia, irradia alegria, espanta a tristeza.


    Desce a ladeira no passo que "freve", ferve!


    Segue o cortejo da casa real, cortejo da coroa imperial.

     

    Profano,


    Embala o corpo, põe pra dançar.


    O ritmo desce a ladeira, inclui,


    Dita moda, conscientiza, refaz as cabeças.


    Mistura, faz crítica, fala da realidade,


    Faz onda que recria uma nação.

     

    Alegria de todo um povo,


    Condenado, proibido, imoral.


    Mesmo assim resistiu, pôs-se a jongar.


    Voltou pros salões, virou fino trato.


    Enfeitou-se de flores, levantou o estandarte,


    Lançou perfume e apaixonou a sociedade.


    Saiu por aí, deu samba, fez escola.

     

    Subiu o morro,


    Lá do alto fez seu reinado e estendeu o manto,


    Verde de esperança e branco da paz.


    Coroou uma gente guerreira,suburbana, feliz,


    Que hoje faz sua batucada especial.

     

    Afinal, da África ao Brasil,


    Em todo mundo,


    É tempo de Batuk.

  • Autores: Marcio André – Vaguinho - Marcão Meu Rei - Alexandre Alegria - Rono Maia e Karine Santos

    IntérpretePixulé
      

    Bateu mais forte o coração 
    Tocou, senti a vibração 
    Da África, ressoou 
    A batucada que se espalha nesse chão 
    Lua clareia na aldeia, celebração 
    É dom de comunicação 
    Em cada cultura entoa rituais 
    Cura em devoção, magia dos sinais 
    É festa é Kizomba, no toque pra Zumbi 
    Firma o ponto na gira não deixa cair

    Na ginga do corpo 
    Na batida do pé, axé, axé! 
    Eleva a alma, o canto e a dança 
    Unindo as raças na fé e na esperança

    Ecoou 
    O som divino do folclore popular 
    Batam palmas o cortejo vai passar 
    É o "fervo" que desce a ladeira 
    O batuque levanta poeira...capoeira
    Dita moda, faz inclusão 
    Recria uma nação... Guerreira 
    Batuqueiro, arrasta multidões 
    Nos blocos e cordões 
    Do jongo aos salões 
    Conquistou a nobreza, fez sua realeza 
    O primeiro império da corte do samba 
    Meu Império celeiro de bambas

    Vai tremer o chão vai tremer
    É nó na madeira, segura que eu quero ver
    Coisa de pele batuk ancestral

    Lá vem a sinfonia imperial